Excluindo a defesa do indefensável e o oportunismo político de um pensamento PARTIDO... parcial, que não leva em conta o TODO, que é o interesse do país, mas não posso deixar de concordar, apesar das divergências ideológicas, quando os senadores afirmam que houve crimes de advocacia administrativa e tráfico de influência no caso do imóvel de R$ 3,3 milhões na área tombada de Salvador.
Como sou um otimista, quem sabe na próxima terça-feira, na votação do pacote anticorrupção, com esse escândalo com o Ministro Calero, a base aliada do governo pensará duas vezes antes de dar anistia ao crime de caixa dois ou alterar ainda mais as dez medidas anticorrupção proposta pelo Ministério Público Federal, um desrespeito com os mais de 2 milhões de brasileiros que assinaram o projeto de iniciativa popular.
Eu tinha muita esperança no ajuste fiscal de Henrique Meirelles, principalmente nas medidas mais criticadas e impopulares, mas como esse governo vai exigir sacrifícios da população depois do caso Geddel?
Crime é crime, e como tal deve ser punido, não importa a localização do imóvel, se em Salvador ou no Guarujá, mas, ainda assim quero ver se Lindbergh Farias e Gleisi Hoffmann (links do Estadão), terão o mesmo empenho em defesa do Projeto de Lei 4.850/16 caso o plenário da Câmara altere o projeto da Comissão, anistiando o crime de caixa dois. Por motivos óbvios, DUVIDO que façam isso.
Continuo afirmando, só poderá acender uma luz no fim do túnel com o VOTO DISTRITAL, (link postagem mais antiga), e os parlamentares tendo que prestar contas de suas ações aos seus eleitores, em seus domicílios eleitorais.

Infelizmente os nossos dois deputados são favoráveis ao "distritão", sistema em que são eleitos os mais votados, Este sistema além de fragilizar os PARTIDOS, as campanhas ficam individualizadas e não partidárias, além de não ter no mundo nenhum país de tradição democrática que adota esse sistema, e agora vem o PMDB encabeçando a ressurreição desse sistema eleitoral, enterrado na legislatura passada.

É improvável, impossível diria, que algum deputado, que sempre é eleito com uma grande quantidade de votos, no Estado inteiro, como acontece com nossos dois representantes, irão querer abrir mão disso e submeter a uma avaliação mais próxima, em seu domicilio eleitoral, e ficar sob a tutela de quem os elegeu.
Continuo sonhando!
05/12/2016 A DECEPÇÃO: AQUI
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